26th Jan 2011

  1. Sign in
    1. Nos parques e jardins é muito comum o salgueiro chorão , árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido do salgueiro branco , muito comum na Europa, com uma espécie oriental .
      Em Portugal, além do salgueiro branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro negro.
      Os salgueiros são das árvores mais características da beira dos rios e dos seus ramos preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal.

      Desde sempre que o seu potencial ornamental tem sido valorizado pelo ser humano. Na China, tem, também, sido cultivado com finalidade de proteger áreas agrícolas, como no deserto do Gobi, onde serve de barreira aos ventos do deserto; símbolo da imortalidade porque cresce ainda que seja plantada ao contrário. Ainda hoje, decoram-se as portas das casas com folhas de salgueiro, durante o solstício de verão.
      Para alcançar a imortalidade os ataúdes cobriam-se de folhas de salgueiro; nas cerimónias fúnebres, o ataúde vai acompanhado de um ramo de salgueiro com bandeirinhas penduradas.
      Chama-se Lieu-tsing, ou bandeira de salgueiro.

      Na mitologia romana o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno, e tinha propriedades para deter qualquer hemorragias e evitar o aborto.
      Tem sido utilizada, experimentalmente, para recuperar águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica.

      Um dos usos mais importantes do salgueiro é a fabricação, a partir de suas raízes, do medicamento ácido acetil salicílico, ou a nossa famosa "Aspirina".



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      "O homem só é grande, quando sente em suas raízes,
      ter direito à terra inteira. É das profundezas
      de suas raízes no escuro, que a árvore busca sua força e
      seu impulso para galgar as alturas
      e se manter ereta na Luz."


      "Ao longo do curso do rio, acreditar na Fonte,
      acreditar no Oceano.
      Não desejar o resultado, estar presente à
      Passagem Do Vivente em nós."


      "A graça:
      ser uma árvore
      encantada por milhares de pardais."

      *
      *

      do livro de Jean Yves Leloup:
      A SABEDORIA DO SALGUEIRO.



      **




      Da terra onde nasci
      Brotavam frutos
      Masculinos, femininos
      Coragem, força
      Também amadureciam
      Lágrimas e pranto
      Fuga e castigo
      Na terra onde nasci,
      Crianças colhiam flores
      E nos jardins, coretos azuis
      Com pombos e música
      Abriam-se para cantatas
      Noturnas, disfarçadas
      Para amantes e amados
      Na rua que me viu nascer
      Muitos bancos nas praças
      E retratistas solitários
      Testemunhas mudas
      De segredos contados
      Os meus, os teus..
      Em caixas,
      guardados.


      Colheita. Por Yara Lima Oliveira


      Imagem: Salgueiro Chorão filhote. Na avenida perto de casa- YCilyn

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