8th Aug 2007

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    1. um medo absurdo em dizer, em não ser ouvido, em saber que o próximo minuto vai ser sem você, sem um grito, sem um motivo para resistir às horas, para soprar no infinito, no tempo que nunca passa, que nunca veio, um sonho montando relógios, enchendo agendas com assuntos que nunca saberemos, ou escutaremos, ou lembraremos, porque a vida é uma devoradora de si mesma, e cada passo para dentro da essa imensa boca sinto o hálito da destruíção no cair da noite, os primeiros momentos dentro do crepúsculo me remete ao dia que se foi, as coisas nunca vindas, e o sonho fica maior, mais cheio de talento, desesperado e na fissura da mesma pergunta, ouvida tantas vezes como limite, como ponto final, agora para mim no meio do fim, um começo:

      "- por onde andas?"



      corra para mim.

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