23rd Jun 2009

  1. Sign in
    1. Trechos da entrevista de Waldonys em que o sanfoneiro cita Marisa Monte:

      Tocou com Dominguinhos, Zé Ramalho, Fagner, mas foi com MARISA MONTE que ele ganhou o mundo. Fez turnê internacional e, na estrada, com ela, foi aprendendo a administrar a carreira da qual tanto se orgulha hoje. Ele pode não vender milhões de discos, mas nem pensa nisso ao finalizar cada trabalho. O mais recente álbum, Uni-Verso, é o décimo da carreira, que já ultrapassa os 20 anos. Devagarinho, no canto dele, sem o sucesso estrondoso (e meteórico) das bandas de forró eletrônico, Waldonys segue tocando seu forró, fiel às raízes de “seu” Luiz. Nesta entrevista, o sanfoneiro conta um pouco de sua história, de quando começou a tocar até o balanço que faz hoje do caminho que percorreu. Pelo meio, ele revela outra paixão, uma que quase concorre com a sanfona: a aviação.

      OP - No começo, você poderia ser só instrumentista, depois veio o canto. Onde foi a encruzilhada?
      Waldonys - Eu adorava - e gosto, adoro - acompanhar as pessoas e emprestar o lado músico do Waldonys. Passei muito tempo tocando com a MARISA (MONTE). Foi uma experiência ma-ra-vi-lho-sa, que, se eu pudesse fazer tudo de novo, eu fazia três vezes. Com o Fagner também não foi diferente. Sem deixar de falar aqui no Dominguinhos e no “seu” Luiz Gonzaga, que nem adianta, que é covardia. O Zé Ramalho também; tenho ido muito ao Rio de Janeiro para gravar com ele, que me trata sempre muito bem, e eu acho ótimo isto, esse carinho que eles têm comigo. Mas chegou um momento que eu tinha que decidir a minha vida. “MARISA, não dá mais”, era com ela que eu estava trabalhando na época, mas numa boa. Avisei com antecedência, coloquei outra pessoa lá e saí com as portas abertas. Sempre fui educado para isso: deixar sempre as portas abertas para tudo.

      OP - Você fez turnê internacional e tudo com ela, não é?
      Waldonys - Viajamos muito pro exterior. E eu também não era besta e ia deixando meu material, e isso depois rendeu umas viagens para fora já com meu trabalho solo. Mas lá fora foi maravilhoso. Porque abriram-se as cortinas dos grandes teatros, de Portugal, da Inglaterra, da Alemanha, por onde nós passamos, eu era sempre o ponta de lança: as introduções caíam na minha mão, os improvisos, os destaques. Mas eu resolvi sair, não dava mais pra conciliar a história do Waldonys músico, acompanhando a MARISA MONTE, com o Waldonys artista, fazendo show, principalmente quando chegava junho (durante as festas juninas). E eu ficava tentando me virar em dois, porque eu tinha que às vezes cumprir temporadas no Canecão ou no Olympia ou no Palace e tinha que estar na Bahia, em Pernambuco, na Paraíba fazendo o meu show. Eu saí, colocamos outra pessoa lá, ensaiei com a outra pessoa, só que ela não se deu com a pessoa. A gente se comunicava com o olhar no palco. Quando ela vem aqui a Fortaleza, ela vem em casa jantar, e ela: “Waldonys, vamos dar uma canja? Matar a saudade?”, “Na hora, MARISA”, e fui lá e dei canja no Segue o Seco, no Xote das Meninas e em Tenho Sede, que ela canta divinamente bem. Na última vez, eu acabei foi engajando na turnê, fazendo participação no Universo Particular.

      Entrevista na íntegra em: http://www.opovo.com.br/opovo/paginasazuis/887277.html

More from marisamonte

  1. 12marisamonte
  2. 12marisamonte
  3. 7marisamonte
  4. 18marisamonte
  5. 11marisamonte
  6. 11marisamonte
  7. 10marisamonte
  8. 9marisamonte
  9. 8marisamonte
  10. 5marisamonte
  11. 17marisamonte
  12. 16marisamonte
  13. 22marisamonte
  14. 21marisamonte
  15. 20marisamonte
  16. 19marisamonte
  17. 18marisamonte
  18. 17marisamonte
  19. 16marisamonte
  20. 15marisamonte
  21. 14marisamonte
  22. 13marisamonte
  23. 12marisamonte