21st May 2010

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    1. Boa noite pessoal, primeiro quero dizer que estou escrevendo da minha casa. Meu PC está de volta e a internet também; significa que voltarei a ter mais tempo para o Fotolog e minhas outras realizações na web.

      Hoje quero publicar aqui uma coisa que achei muito interessante: bem, todos sabem que os brasileiros gostam muito de revistas. Veja só que coisa engraçada: há duas revistas famosas e respeitadas no Brasil: a Caras e a Veja. A Caras é dedicada ao mundo das celebridades e a Veja dispensa maiores apresentações. Pois muito bem, fui procurar a revista Caras dessa semana para o pessoal da clínica onde trabalho e não a encontrei; mas, em compensação, a Veja estava encalhada. Detalhe: tanto a Caras quanto a Veja custam o mesmo preço: R$ 8,90!!

      O que isso significa? Que as pessoas se interessam mais nas fofocas do que no que acontece a sua volta. Por isso, que há tantos políticos corruptos, a violência cresce tanto e a gente vive reclamando. Não seria melhor a gente se informar dos acontecimentos à nossa volta do que com fofocas (quem comeu quem?, quem traiu quem?)? Infelizmente, há pouquíssimas pessoas pensam assim...

      Outra coisa que anda me preocupando é a estreia de "Romance no Escuro" neste domingo no programa da Eliana. Você já deu uma olhada na chamada? Tudo bem que o tema é legal, mas como explicar pro seu filho cenas como as que estão na chamada? Como explicar cenas muito sensuais num domingo a tarde? Pode ser que tenha audiência; mas acho nada recomendável esse tipo de quadro em um domingo à tarde. Não querendo ser moralista, nem nada; mas acho que a TV brasileira não precisava mais desse tipo de estratégia para conquistar audiência. Pouco a pouco, as pessoas estão escolhendo o que querem assistir e isso é muito bom.

      Bem, já escrevi de mais por hoje. Amanhã, estarei em um evento na Igreja Para Todos, Rua das Palmeiras 250 em Santa Cecília; a partir das 19h30. Domingo, passarei o dia inteiro na igreja, estão todos convidados.

      Um mega beijo a todos, um super coração e curtam essa sexta-feira maravilhosa. Um excelente final de semana!!! =)

      Chico Buarque
      Construção

      Amou daquela vez como se fosse a última
      Beijou sua mulher como se fosse a última
      E cada filho seu como se fosse o único
      E atravessou a rua com seu passo tímido
      Subiu a construção como se fosse máquina
      Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
      Tijolo com tijolo num desenho mágico
      Seus olhos embotados de cimento e lágrima
      Sentou pra descansar como se fosse sábado
      Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
      Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
      Dançou e gargalhou como se ouvisse música
      E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
      E flutuou no ar como se fosse um pássaro
      E se acabou no chão feito um pacote flácido
      Agonizou no meio do passeio público
      Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

      Amou daquela vez como se fosse o último
      Beijou sua mulher como se fosse a única
      E cada filho como se fosse o pródigo
      E atravessou a rua com seu passo bêbado
      Subiu a construção como se fosse sólido
      Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
      Tijolo com tijolo num desenho lógico
      Seus olhos embotados de cimento e tráfego
      Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
      Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
      Bebeu e soluçou como se fosse máquina
      Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
      E tropeçou no céu como se ouvisse música
      E flutuou no ar como se fosse sábado
      E se acabou no chão feito um pacote tímido
      Agonizou no meio do passeio náufrago
      Morreu na contramão atrapalhando o público

      Amou daquela vez como se fosse máquina
      Beijou sua mulher como se fosse lógico
      Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
      Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
      E flutuou no ar como se fosse um príncipe
      E se acabou no chão feito um pacote bêbado
      Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

      Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
      A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
      Por me deixar respirar, por me deixar existir,
      Deus lhe pague
      Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
      Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
      Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
      Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
      E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
      E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
      Deus lhe pague

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